A Fazenda Dois Irmãos, no município de Nova Aripuanã, no Amazonas, é uma das primeiras no Brasil a passar pelo processo de tokenização em formato de cryptoproperty.

Assim, segundo um comunicado encaminhado ao Cointelegraph, a fazenda foi tokenizada e todos os compradores passam a ter seu direito de propriedade transformado em ativo digital.

Com isso, a propriedade foi dividida em pedaços menores, que são representados digitalmente em 100 milhões de tokens Cryptau (AM1).

Assim, cada pessoa que comprar uma Cryptau se torna então, possuidor de uma fração de 1/100.000.000 do direito de propriedade sobre a fazenda.

Tokenização

Segundo os idealizadores do projeto na Fazenda foi também atestada a possibilidade da existência de ouro e outros minérios, com base em estudos técnicos por meio de satélites, geoprocessamento e fotointerpretação.

Assim os detentores do token podem também ter direito as atividades de mineração, em caso da atividade ser iniciadas nas terras.

Os tokens foram criados no blockchain do Ethereum.

Para um dos realizadores do projeto, Fernando Lopes, o diferencial é justamente a facilidade no processo.

“A Cryptau é um meio, não um fim. A ideia é que o comprador adquira uma fração ou toda a propriedade e este vai ser o investimento realizado por ele, diferente do bitcoin e das criptomoedas, por exemplo, que já são os investimentos. A cryptoproperty apenas facilita a compra, substituindo os intermediários tradicionais. É uma nova tecnologia que permite a compra e venda de bens de forma direta entre as partes, o que até então era impossível de se realizar pela internet nesse tipo de mercado“, explica.

Os interessados podem acessar o portal da empresa para mais detalhes.

O Cointelegraph entrou em contato com a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) para entender se o processo de toknenização estaria sujeito a regulação da autarquia mas não obteve resposta até a publicação desta reportagm.

BTG e tokenização de imóveis

O BTG Pactual foi o primeiro player do Brasil a anunciar a tokenização de imóveis.

Assim, desde o ano passado o gigante bancári anunciou seu projeto de um criptoativo com lastro em imóveis inadimplentes. 

A criptomoeda do banco, chamada ReitBZ, lançada na blockchain da Tezos.

Porém, além de imóveis, a proposta também passava por tokenizar, com a Tezos, ativos em vários setores, incluindo patrimônio, empréstimos e clubes esportivos globais.

“O BTG está implementando seu próprio capital para fornecer liquidez porque acredita realmente no negócio da criptomoedas. Criamos essa estrutura porque acreditamos que os investidores no mundo digital têm maior apetite para risco”, explicou Gustavo Roxo, diretor de tecnologia do banco.

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