De acordo com especialistas em segurança digital, o ransomware WannaCry continua em forte atividade. Apesar de novas ameaças terem surgido e dominarem as manchetes, este antigo vírus continua fazendo vítimas. Sua descoberta e visibilidade ficou grande em 2017.

Além disso, em 2019 foi apontado com o ransomware que mais deixou vítimas no mundo. As principais vítimas utilizam sistemas da Microsoft, como o Windows, que é o alvo favorito destes malwares.

Os ransomwares são programas maliciosos que infectam computadores e criptografam os arquivos das vítimas. Após isso, solicitam um resgate, normalmente em Bitcoin, maior moeda digital do mundo. Recentemente, a Prefeitura de Birigui no interior da São Paulo foi uma das vítimas em território brasileiro.

WannaCry é o pior ransonware de 2019, afirmou equipe de especialistas da Precise

A Precise Security lançou nos últimos dias um estudo do setor de ransomware em 2019. Para a equipe de especialistas da empresa, o principal vírus ransomware foi o WannaCry, com cerca de 23% de todas as infecções realizadas no ano.

A empresa afirmou que os principais alvos foram agências governamentais, setores de saúde e educação. Além disso, o dano causado pelos ataques foram superiores a U$ 4 bilhões em 2019, com cerca de 230 mil computadores infectados por este malware.

A empresa afirmou que as principais vítimas são usuários do Windows que estariam com sistemas sem atualização. Cabe o destaque que o Windows 7, por exemplo, deixa de ter atualizações de segurança a partir de hoje, dia 14 de janeiro.

O WannaCry é um ransomware que tem atuado desde 2017, com grande repercussão na mídia mundial. Em 2019 mostrou que está mais um ano em atividade, com atuação efervescente.

Principais modalidades de ataque ransomware

De acordo com o relatório emitido pela Precise Security, os usuários devem tomar cuidado com phishing. Este tem sido a principal porta de entrada para ataques ransomware como o WannaCry, principalmente por e-mails.

Ao receber um e-mail contendo código malicioso, as pessoas estão sujeitas a essa ameaça, representando 67% das infecções apuradas. A empresa afirmou que 55% de todos os e-mails enviados no mundo todo por dia são spams, ou seja, é fácil entender que essa ameaça é grande.

A segunda maior causa de infecções por ransomware é a falta de treinamento em segurança digital das pessoas. Com isso, falta habilidade em quem manipula sistemas em reconhecer as principais ameaças digitais existentes.

Outras portas de entrada para os ataques são senhas fracas, gerenciamento de acesso ineficaz, entre outras. Contudo, os ransomwares tem evoluído, passando a fazer extorsão virtual com os dados das vítimas. Dessa forma, além de ter os dados criptografados, uma vítima tem a probabilidade de ter suas informações vazadas na web.

Com isso, as vítimas de ransomware tem optado por pagar pelo resgate, segundo um relatório recente da DarkReading. Em resumo, enquanto apenas 4% das vítimas pagaram pelo resgate em 2018, 15% optou pelo pagamento em 2019.

Apesar disso, o pagamento pelo resgate é desaconselhado, uma vez que os hackers podem não liberar os arquivos e sumir com o dinheiro. Uma prática importante é manter os backups sempre atualizados e revisar as rotinas de segurança, uma vez que quanto mais rápido for mitigado uma infecção mais fácil é o combate a esta.

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